Sim, ele acordara naquela manhã, estava meio confuso do que se passava a seu redor, observara apenas as luzes que entravam da sua janela e reflectiam em todo o quarto,e o magnifico pra ele era que chovia. Isso, o magnifico era que caia lá fora, e era uma chuva fina e que o fazia lembrar de coisas boas que passou. Abriu bem a janela e ficou ali observando e ouvindo a música que também o lembrava.
O seu desejo de estar era tão grande, como o queria, olhava as nuvens, olhava as gotas e se animava quando uma delas caía em seu rosto. Mas logo se cansou e sentou-se na cama, então pode ver ainda mais a luz que iluminava aquele lugar que não era estranho. Do seu lado havia alguns livros empilhados, mas que na sua ânsia de ler todos parece que ainda não terminara nenhum, só lia realmente o que seu coração mandava, mas logo desistia. Seu medo que eles lhe fizessem mal era maior.
Como num surto, um desejo incontrolável, começou a pensar mais ainda, e automaticamente, explicava de forma incontrolável o que um dia sentira, ou até mesmo, lamentara.
Era jovem demais pra saber do real, mas sabia, era jovem demais pra sentir as coisas, mas já sentia, e era assim, tão profundo, que ele se expressava, através daquilo que aprendera que era, mas era distante de seu ideal.
Sabia o que se passava, mas ninguém sabia. Todos passam.
Alessandro Ribeiro
sábado, 30 de agosto de 2008
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