sábado, 7 de fevereiro de 2009

pressão baixa e os pulsos sangram...

...atados com um pano negro ao redor
escreverei talvez por ser uma necessidade de registrar, ou se algo acontecer saberem realmente como tudo começou.
Estou em casa, ouço um grito forte e raivoso me chamando lá de fora, é meu pai, impondo ameaças, disse que vai matar minha mãe e o namorado dela, eu ansiava medo, minhas pernas tremiam, fiquei totalmente sem ação.
Minha tia veio lhe dizendo coisas, eu ouvi tudo, logo tudo parou, ele foi ao depósito ao lado e assim pude conversar com a minha tia, motivo: ela dava apoio a ele. eu não entendi direito, depois veio me falando que não era bem isso, ela estava tentando amenizar as coisas, não acho.
Procurei minha mãe, ligue e disse tudo que estava acontecendo, o medo prevalecia.
ainda não sei o que faço, antes eu tinha um medo, agora sei qual esse medo.
Não sei se tudo foi por minha causa, ou melhor, eu sei que foi, alguém disse que me viu numa boate na cidade vizinha, logo a família inteira ficou sabendo, bando de escrotos os que me julgam.
Prefiro morrer por minha mãe, sempre me apoiou, independente do que fiz, creio. Até não quer tocar no assunto do filho ser gay, talvez é repugnância, nojo.
eu tenho motivos pra não concordar com meu pai, ele agora tem a vida dele, uma mulher, porque minha mãe não pode ter um homem também?Idiotice e possesividade do que não mais é dele.
Mas ainda tenho medo depois de tudo isso ter ocorrido, as falanges o acharam e isso não vai ficar barato. Ele mesmo disse que não se importaria, ficaria 5 ou 4 anos na cadeia por matar os dois e depois sairia, convencido que a justiça não faz justiça como na maioria dos casos.
Parece que não era o mesmo pai que conheci, o mesmo que nunca tive ou esteve presente, não sei ao certo, ainda estou a mercê desse medo. Ele vai passar.
O que mais me dói é ver isso tudo de novo, mesmo separados ele ainda a persegue, motivo: diz que é por mim, que eu sou menor. Não tenho decisões e não sei o que faço.
o meu irmão mais uma vez também teve essa crise de raiva mais cedo, não aceita o que minha mãe tá fazendo e o que eu fiz, como se boate fosse coisa de outro mundo. Quebrou todos os vidros das janelas, dormiremos sentindo frio, mas pouco importa. Seu sangue ficou cravado numa delas, na de metal que ficou retorcida e afundada por dentro.
E se nota que a única coisa que eu poderia era não estar aqui.


Cavaleiro, não foi um dia como esperava, mas foi um dia pra construir caminhos.

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