Aquilo me ardia no rosto como nenhuma outra coisa causara num semblante desbotado a ponto de sangrar, os dias, os lugares por onde havia passado se foram, mas a lembrança permanecia doentia em cada célula do meu corpo. O mesmo se dava ao que escorria de minha mente, que aos poucos mentia para se livrar de quem realmente era, ou no que me tornei depois.
Antes, a vida era um sentido de vida, uma grande expectativa que aos poucos deixou de ser intensamente vivida e se tornou comum demais pra uma pessoa que aspirava muita coisa e que não tinha a eternidade do corpo a seus pés, mas tudo de uma hora pra outra mudou. A eternidade veio aos pés de quem a mais repugnava da maneira errada de existir.
Foi mais que uma faca atravessada no peito que rasgava e moía os pedaços a medida que ia contorcendo lá dentro, era uma dor insuportável, pois era difundida a alma e lapidada pelos sonhos quebrados como copos sujos de licor.
Não existe algo que prende nem ou que sufoque, mas o que exita em me querer.
AERR
terça-feira, 19 de maio de 2009
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