quarta-feira, 13 de maio de 2009

Despensei por uns instantes uma prova de existência do que é mais verdadeiro, do que é impossível de se provar. Bastaria-me acreditar, e acreditar chorando naquilo tudo.
Minha aversão foi uma surpresa pra mim mesmo, não sabia de onde tirara aquela habilidade tão desábil, não tive vergonha de prosseguir, mas aos poucos meus olhos húmidos foram desviando o alvo e retornando às mãos de quem realmente deveriam estar.

Fiquei parado por mais um tempo ainda, tinha uma esperança vaga que se voltasse pra mim, se voltasse e me tocasse, e com só um toque eu me estremeceria por inteiro, porque aquilo tudo era mais forte que eu mesmo, e mais brilhante que todos os dias de sol juntos.

Era a prova de que eu sempre precisei pra deixar as coisas como estão

Alessandro Ribeiro

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