segunda-feira, 27 de julho de 2009

Borboletas na gaiola

Além,
corri os olhos para trás e vi o que eu mais temia, eu temia se confrontar em saber se o que eu sentia era algo que continuava intacto, mas isso era difícil de prever.
nenhuma reação me ligou, só meus olhos que começaram a vidrar e meus ouvidos começaram a ouvir uma voz rouca, por dentro eu gemia de ilusão, de tormento, de vil sentimento. Até que pude então perceber, o silêncio de mim mesmo consumia... gritava mais alto, consumia e sumia.
Fine,
a única palavra que disse, e mais nada, me calei. Não queria dizer nada, ao menos queria estar ali passando por tudo aquilo de novo, era uma prova, não foi atoa.
Vi as diferenças e depois olhei pra mim mesmo e não notei nada, um ano e eu o mesmo preso dentro do vil sentimento. eu estava pronto pra voar, me jogar e limpar a lama a qual me sujei, mas parecia que eu estava ali pra respirar o mesmo ar e tentar me enxergar de forma banal e nostálgica.

Mais grosseiro que o ar e mais
interativo que o vidro. era só isso.



A.ribeiro .

3 comentários:

Rodolpho do Amaral disse...

Seu teto é muito bom! E eu fui lendo os outros, que ainda não havia lido, e fui gostando, gostando...
=)

- É que, às vezes, não adianta o mundo ao redor, e nem as coisas que vivemos. Continuamos iguais.

Obg por passar lá no Clandestina-felicidade.

/thatilane.

Rodolpho do Amaral disse...

texto*

Alessandro Ribeiro disse...

Obrigado pela atenção, é muito imporante isso tudo pra mim. Obrigado mais uma vez.